Nessas eleições, recicle o seu voto! :)
Ou, como diria o Faustão: Não vote em quem faz na vida pública o mesmo que faz na privada!
Psicologia, música, fotografia, cinema, poesia, comportamento, opinião. Cotidianamente.
Vida de ponto-e-vírgula: o modo de vida assim nomeado define-se negativamente: não é ponto, mas também não é vírgula. A vírgula alterna as coisas com muita rapidez. O ponto final é sisudo, sempre encerra períodos! Bem melhor ser ponto-e-vírgula: uma pausa que não é definitiva, e uma retomada que sempre pode ser outra coisa...
Nessas eleições, recicle o seu voto! :)
Ou, como diria o Faustão: Não vote em quem faz na vida pública o mesmo que faz na privada!
Em junho, o Conselho Federal de Psicologia aprovou a resolução 009/2010, que regulamenta a atuação do psicólogo no sistema prisional.O texto da Resolução diz, entre outras coisas, que:
a) Conforme indicado nos Art. 6º e 112º da Lei n° 10.792/2003 (que alterou a Lei n° 7.210/1984), é vedado ao psicólogo que atua nos estabelecimentos prisionais realizar exame criminológico e participar de ações e/ou decisões que envolvam práticas de caráter punitivo e disciplinar, bem como documento escrito oriundo da avaliação psicológica com fins de subsidiar decisão judicial durante a execução da pena do sentenciado.
Ontem, dia 03 de agosto de 2010, no Jornal Nacional, a presidente do CFP explicou a decisão, argumentando que o trabalho do psicólogo deve e pode se dar junto às CTC – Comissões Técnicas de Classificação; de caráter multidisciplinar, as CTC visam à individiualização do tratamento penal quando o condenado chega ao sistema.
Já o laudo de exame criminológico é pedido pelo Juiz da Execução Penal no momento em que o preso, por lei (Lei de Execução Penal) teria direito à progressão de regime – do fechado para o semi-aberto. O Juiz pede ao psicólogo que, com base em entrevistas com o preso e mediante aplicação de instrumental técnico, forneça um laudo capaz de presumir futuros comportamentos delitivos.
“O exame criminológico é feito para avaliar a personalidade do criminoso, sua periculosidade, eventual arrependimento e a possibilidade de voltar a cometer crimes.” – Fonte: STJ
A LEP prevê que a progressão de regime se dará quando o preso tiver cumprido uma parte da pena e se apresentar bom comportamento. Ponto. A lei não diz que a decisão do Juiz deverá se respaldar em exames psicológicos que supostamente teriam a capacidade de prever comportamentos futuros. Além disso, o exame criminológico deixou de ser obrigatório desde 2003, com a entrada em vigor da Lei n. 10.792, que alterou a Lei de Execução Penal (Lei n. 7.210/84).
O que diz a lei 10.792/2003?
Art. 1º A Lei nº 7.210, de 11 de junho de 1984 - Lei de Execução Penal, passa a vigorar com as seguintes alterações:(…)"Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão.§ 1º A decisão será sempre motivada e precedida de manifestação do Ministério Público e do defensor.§ 2º Idêntico procedimento será adotado na concessão de livramento condicional, indulto e comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes." (NR)
Vemos que a legislação não se refere à necessidade do laudo psicológico para fundamentar as decisões dos juízes no que tange à progressão de pena, o que nos autoriza a pensar que todo o estardalhaço em torno da Resolução 009 trata-se, antes, de estratégias ou manobras para dificultar e impedir o cumprimento da lei, quando o que está em jogo é a possibilidade de abrandar a pena de presos que têm esse direito.
Durante anos os psicólogos atuaram – a ainda atuam – como juízes ‘menores’, assumindo uma responsabilidade que não cabe a eles. Soltar um preso, conceder progressão de regime, livramento condicional, etc, são atribuições dos magistrados, não dos psicólogos. Sabemos que muitas vezes o uso do instrumental teórico e técnico da Psicologia tem servido para respaldar preconceitos sociais e legimitar decisões que contrariam a própria lei – o que é, no mínimo, vexatório para a profissão. Neste contexto, o laudo crimininológico cumpre o papel de algema, prendendo de uma só vez os psicólogos e os sujeitos alvos de seu saber, condenando a ambos a uma mesma cadeia de dominação.
O psicólogo não é capaz de prever comportamentos nem indicar tendências futuras. Nenhum instrumento técnico tem essa propriedade (embora muitos afirmem o contrário e acreditem firmemente que sim). Ao assinar um documento que informe algo do tipo, sobre qualquer pessoa, o psicólogo responsabiliza-se pelo comportamento e pelos atos dos outros – como se vê, algo que não tem a menor plausibilidade. Tal documento não deveria gozar de tamanha credibilidade. Mas não faltam colegas de profissão para discordarem de mim.
Assistam à reportagem nesse linkO Ministério Público Federal vai apurar se o Conselho Federal de Psicologia tem autonomia para tomar uma decisão como essa. De minha parte, torço para que o Conselho não volte atrás ou não seja forçado a isso, para que os psicólogos que não concordam com esse tipo de prática possam agora sustentar sua recusa, respaldados pelo órgão máximo da profissão.


- Não. Já prorroguei. Tava muito cedo. Agora, eu deixei em aberto. Podendo, vou até os 95 (risos).
Cantagalo, a minha cidade natal, localizada no centro-norte fluminense, acaba de receber mais um Ponto de Cultura. Os Serões do Seu Euclides, como foi batizado, pretende promover ações culturais em torno da figura central do célebre escritor Euclides da Cunha, cuja fama se espalhou não só pelo Brasil, mas pelo mundo, a partir de sua obra mais famosa: Os Sertões.
Serão três anos de vigência, com verba pública, através de convênio firmado com a SEC- RJ e o MINC – Governo Federal.
Hoje começou o TEIA Brasil 2010: Tambores Digitais, em Fortaleza: um evento que reunirá, até o dia 31/03, representantes de Pontos de Cultura de todo o país, e mais centenas de atrações culturais e artísticas.
Eu estou aqui, representando orgulhosamente o “Seu Euclides”, conhecendo um monte de pessoas bacanas e interessadas em fazer da cultura a sua principal bandeira de luta.
Veja aqui a notícia que saiu no site da prefeitura de Cantagalo – RJ e aqui informações sobre tudo o que rola em Fortaleza enquanto tecemos essa grande TEIA!
Depois eu posto umas fotos! :)
Agora vou me apressar pra pegar a abertura oficial do evento!
Lua cheia preenche o céu. Pela janela, entra um vento que não refresca. Maldito calor de fevereiro! Bem-vinda, madrugada insone. Amigas que não se veem há anos papeiam à toa pela internet:
- “Você está grávida?” A outra sorri de espanto e de achar graça na pergunta tão pertinente.
Diz que está prenhe, sim, feito essa lua: cheia, clara e completa, que logo, logo será minguante e depois começa tudo outra vez. A vida é só recomeço e, além do mais, toda lua é cheia.
Foto: de Jim Skea no Flickr.
Todas as funções da alma estão perfeitas neste domingo.
O tempo inunda a sala, os quadros, a fruteira.
Não há um crédito desmedido de esperança
Nem a verdade dos supremos desconsolos -
Simplesmente a tarde transparente,
Os vidros fáceis das horas preguiçosas,
Adolescência das cores, preciosas andorinhas.
Na tarde – lembro – uma árvore parada,
A alma caminhava para os montes,
Onde o verde das distâncias invencidas
Inventava o mistério de morrer pela beleza.
Domingo – lembro – era o instante das pausas,
O pouso dos tristes, o porto do insofrido.
Na tarde, uma valsa; na ponte, um trem de carga;
No mar, a desilusão dos que longe se buscaram;
No declive da encosta, onde a vista não vai,
Os laranjais de infindáveis doçuras geométricas;
Na alma, os azuis dos que se afastam,
O cristal intocado, a rosa que destoa.
Dos meus domingos sempre fiz um claustro.
As pétalas caíam no dorso das campinas,
A noite aclarava os sofrimentos,
As crianças nasciam, os mortos se esqueciam dos mortos,
Os ásperos se calavam, os suicidas se matavam.
Eu, prisioneiro, lia poemas nos parques,
Procurando palavras que espelhassem os domingos.
E uma esperança que não tenho.
Poema Os domingos, de Paulo Mendes Campos.
http://poemadodia.wordpress.com/category/paulo-mendes-campos/
Agradeço ao meu amigo Sérgio por me apresentar à poesia de Mendes Campos.
Imagem: www.imotion.com.br
É como o vento leve em seu lábio assobiar
A melodia breve lembrando brisa de mar
Mexendo maré num vai e vem pra se ofertar
Flor que quer desabrochar, nasceu
Dourando manhã...
Bordando areia
Com luz de candeia pra nunca se apagar.
Já passaram dias, inteiros
Janeiros, calendário que nunca chega ao fim
Início sim e só recomeçar.
Composição: Roberta Sá e Pedro Luís
Voltei. Não resisti ao clichê de postar votos no último dia do ano!
Todo ano é assim: "feliz ano novo"; "que seus desejos se realizem"; "muita prosperidade e paz na vida de todos!", etc, etc, etc.
Todos os anos, os mesmos votos, os mesmos clichês, atores cansados encenando de novo, e de novo, e outra vez mais o mesmo enredo!
Todo mês de dezembro as mesmas chuvas, o mesmo calor, as mesmas notícias na TV. E o reveillon em Copacabana continua sendo o melhor do Brasil, segundo a Globo.
Feliz 2010
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho
julho
agosto
setembro
outubro
novembro
dezembro
Tudo igual.
E já que não dá pra escapar disso, vou repetir aqui aqueles que têm sido meus votos nos últimos anos:
Eu desejo a todos vocês poesia !
Desejo que cada um encontre a poesia da vida, da sua vida, com outros, nos outros, no mundo. Porque a poesia, "essa que morava onde havia coração" - nos ensina Mia Couto - a poesia colore a vida da gente!
E que, com poesia, 2010 possa ser pelo menos um pouquinho diferente.
Se perguntarem, não estou pra ninguém.
Não atendo telefone, não abro e-mail,
não abro a porta pra visita nenhuma.
Twitter? Deletei a conta.
Orkut? Tô contando os dias.
Quero ficar incomunicável
pelo menos por um tempo.
Saio sem ter data pra voltar,
sem nem saber se volto.
Do meu destino, tampouco sei.
Só sei que aqui eu não caibo mais.
"Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!"
- Trecho do poema Cântigo Negro, de José Régio, que pode ser lido na íntegra em Brusca Poesia.
Imagem: da galeria de Helerson Oliveira, no Flickr.
Andar de ônibus às vezes pode ser muito bom pra pensar em algumas coisas - se bem que eu prefira caminhar, enquanto sinto os cheiros da cidade, deixando os pensamentos me levarem, assim como deixo que as minhas pernas me conduzam.
Voltando aos ônibus. Todo dia eu dependo deles pra ir de um lado a outro da cidade, e frequentemente também à cidade vizinha, onde faço meu curso de pós graduação. Pois bem. Eu disse que às vezes o ônibus é um lugar privilegiado pra pensar sobre a sociedade. E é mesmo. Por exemplo: dia desses eu estava em um totalmente lotado. Tive que ficar em pé boa parte do trajeto. Quando isso acontece, eu prefiro ficar na parte de trás do veículo - dá pra ver melhor o que acontece. Pra quem gosta de observar, como eu, não tem lugar melhor.
Some-se ao 'coletivo' lotado o calor de 35 graus, ou mais, que tem feito nessa primavera super-aquecida e você estará diante de uma equação que não tem outro resultado senão aquele que se afigurou como espetáculo trash diante dos meus olhos, naquela tarde abafada: pessoas suadas, molhando de transpiração os bancos forrados de plástico - aliás, de quem foi essa ideia? Isso sem contar o neném que chora, o homem que tira a camisa, o celular que toca um funk, a pessoa que o atende aos berros... E eu ali, pensando onde foram parar as fronteiras do público e do privado em nossa sociedade.
O homem sem camisa, sentado rente à janela, ao lado de uma jovem mãe com seu bebê no colo, ignora totalmente que o calor que ele está sentindo não o autoriza a desfazer-se de parte de sua indumentária, pois aquele ali é um local público, de uso coletivo. A despeito disso, ele está sem camisa, cochilando encostado na lateral do busão, enquanto o sol faz pingar lágrimas de suor dos poros de seu rosto, já meio envelhecido, e de suas costas, encarregadas de ensopar o revestimento do assento.
Andar sem camisa é prática comum entre os homens em nosso país tropical. Tudo bem, eles podem, que bom pra eles, nada contra. E, apesar de o movimento feminista ter queimado sutians pra que nós mulheres tivéssemos a mesma sorte, a moda por aqui não pegou - e desconheço lugar no mundo em que tenha pegado. De todo modo, é causa que não tenho muito interesse em defender.
Também não sei se existe um manual de etiqueta para tirar a camisa em público, mas penso que o bom senso deveria ser bom conselheiro. Bom senso, nesse caso, seria praticar o costume em lugares abertos, ao ar livre, evitando-se espaços confinados e de uso coletivo, como os ônibus, vans, metrôs, e transportes do gênero.
Essa coisa do corpo descoberto é bem antiga por aqui. Antes dos portugueses chegarem, os nativos andavam seminus, coisa normal pra eles, bizarra aos olhos estrangeiros. Com a colonização, os índios foram catequizados, descobriram que viviam em pecado, e hoje andam vestidos, enquanto os descenentes dos portugueses andam seminus nos ônibus das cidades...
É um caso, penso, de extrapolação da froteira entre o público e o privado. Você pode fazer coisas em casa, que não é aconselhável fazer na rua. A cultura estabelece o que pode e o que não pode, num lugar e no outro. E isso está sempre mudando, dentro de uma mesma cultura e se compararmos uma cultura com outras. Até o início do século XX, a vestimenta dos homens e mulheres no Brasil não era muito condizente com o nosso clima tropical. Hoje, mantêm-se alguns costumes, como advogados terem de usar terno para ir trabalhar, mesmo quando faz 40 graus, e homens não poderem entrar em muitas repartições públicas usando bermudas ou shorts - que dirá sem camisa! - se bem que às mulheres se permita usarem saias nesses locais, também por uma questão de costume: no tempo em que ficava feio para elas usar calças compridas, "coisa de homem", a saia era tida, ao lado do vestido, como vestimenta mais apropriada às mulheres. Hoje, de uma maneira geral, o jeito do brasileiro se vestir mudou bastante e adaptou-se ao clima do país – permitindo que homens e mulheres andem menos cobertos do que antes e tornando a exposição do corpo em público algo tão natural quanto beber água pra matar a sede.
Continua…
Os frequentadores deste blog sabem que meu hobby é fotografia. Agora revelo um de meus cenários favoritos: o pôr do sol! Este aí foi ontem, na praia de Itacoatiara, Niterói. Simplesmente tudo!
O título é uma referência a um filme que adoro, do diretor Richard Linklater, com Ethan Hawke e Julie Delpy como protagonistas.
Adotando a linha diário-eletrônico, resolvi narrar minha experiência com a fast medicin dos nossos tempos. Não sei se consigo transmitir como eu gostaria o que eu estou sentindo, mas tenho a meu favor a pobreza de emoções que uma situação assim é capaz de provocar: da monotonia à ansiedade com escala na mais profunda apatia. E só. Bom, talvez uma raivinha, bem inofensiva, ao final, mas é só isso.
Então, adentrei o consultório às 10h e 15min, mais ou menos. Eu já sabia que o atendimento era por ordem de chegada e que o ideal seria eu ter chegado lá às 9h (isso se eu quisesse esperar o menos possível ou, num golpe de sorte, ser a primeira paciente). Detalhe que o consultório só abre às 9h30min, o que obriga a cliente adiantada a ficar do lado de fora, no corredor, esperando até que a secretária da médica chegue para a abrir o consultório. Não foi o que eu fiz.
Em vez disso, telefonei antes – às 9h40min – pra confirmar se teria atendimento hoje mesmo (coisa minha: eu sempre confirmo antes, mesmo as coisas mais óbvias). Ninguém atendeu, o que me fez pensar que nesse caso, o óbvio, que seria a secretária me atender, não estava tão claro assim. “Ainda bem que eu liguei antes”, pensei, “quase que perco a viagem”.
Pelo sim, pelo não, eu ia sair de casa de qualquer maneira, então dei um tempinho e liguei de novo. Dessa vez, a secretária atendeu. Perguntei quantas mulheres tinham na minha frente (era uma consulta ginecológica). 11! Onze mulheres na “fila”, antes de mim. Mas tudo bem, eu ia assim mesmo. Sem desanimar, parti pra lá.
O desânimo veio depois de 2 horas de espera naquele consultório, assistindo ao entra e sai de pacientes: mães novas com seus bebês recém-chegados, acompanhadas dos maridões (que, a contragosto ou não, esperam ao lado delas), grávidas, não-grávidas (como eu), mulheres jovens, maduras e idosas! Sim, tinha umas senhorinhas lá, e a médica até queria que eu cedesse minha vez pra uma delas. Me desculpem, eu cedo lugar em ônibus, sou cortês, respeito o direito que eles têm de serem atendidos prioritariamente. Mas 3 horas de espera mudam a sua perspectiva sobre as coisas. E eu estava olhando aquilo com a perspectiva de alguém que não podia esperar um minuto sequer a mais. Que ceder minha vez coisa nenhuma! Desculpe, vovó (com todo o respeito).
Sim, porque a esta altura o relógio já marcava 13 horas! Foram 3 intermináveis horas de espera, e dá-lhe Marie Clare, né? Descobri numa revista do ano passado, que eu folheei na sala de espera, que Ana Paula Arósio não tem afinidade com o computador e que se surpreendeu ao pesquisar seu nome no google! Em outra reportagem, li que existe um certo perfil de mulher para quem não falta homem. A tese era que mulheres que se valorizam e mantêm sua auto-estima lá nas nuvens atraem os homens! Uma frase de destaque era a seguinte: “elas colecionam relacionamentos bem-sucedidos”. Como assim? Os relacionamentos terminaram e foram bem-sucedidos? Em quê? Alguém me ajuda? E olha que essa revista tem o slogan: “porque chique é ser inteligente”. Acho que o conceito de mulher inteligente dessas revistas femininas não é muito parecido com o meu…
Bom, deixa eu voltar à minha história. Lá pelas tantas, lembrei do post do Bruno sobre sua consulta de 5 minutos e resolvi cronometrar a minha também. A esta hora eu já tinha em mente tornar isso público através do blog e queria ser exata, ter números pra mostrar: “dá mais credibilidade à narrativa”, imaginei.
Assim que a médica me chamou e logo após eu ter me recusado (delicadamente) a ceder minha vez à senhora que estava ao meu lado – a médica aproveitou que ela estava distraída com a mesma revista que eu lia horas atrás – e fez um gesto pra que eu entrasse, ao que eu atendi com obediência canina. Não era a vez dela, gente, era a minha vez, entendam bem. Seria apenas uma cortesia, uma delicadeza que eu me senti no direito de não fazer, ora. E isso eu já expliquei.
Entrei e tratei logo de ligar o cronômetro do meu celular. Eu não ia perder essa oportunidade. Ao sair da consulta, verifiquei que o contador marcava 00:17:38:65. Dezessete minutos e trinta e oito segundos foi o tempo que durou a minha consulta. Uma espera de 3 horas, por 17 minutos de serviço. Saí com uma raivinha tola, que já desapareceu, e com uma justificada vontade de mudar de médica… Não que eu tenha esperança de ser melhor atendida, porque consulta de plano de saúde é vapt-vupt mesmo – o que é um absurdo! Mas pelo menos uma consulta com hora marcada, por favor, né?
As flores e as pedras
Contraste poético que minha lente captura.
Há poucos metros dali,
Pessoas conversam coisas que ouço,
mas não registro:
Somos eu, a câmera e a cena.
Enquanto me deixo atravessar
por afetos mundanos,
A vida segue ligeira e boa.
Um vento suave derruba mais flores
da árvore em cuja sombra me sento.
Palavras entrecortadas por cantos de pássaros
compõem a paisagem que, por minhas mãos,
se faz imagem estática.
Tanta poesia há na cidade…
desejos, afetos, vida!
Pedra em flor!
Tudo o que eu quero é cama.
Pés descalços sobre a colcha colorida.
É domingo, afinal.
Sobre a cama, me deixo ficar.
Na cabeça, pensamentos.
No corpo, uma vontade.
Uma carência.
Fecho os olhos, mas não durmo.
O meu querer ainda não tem nome.
Solidão no meio de gente, no meio da noite, em plena segunda. Que chato.
Dia cinzento, em linguagem poética, quer dizer: triste, sem graça, sem cor. Mas eu vejo o cinza de outra maneira...
Cinza é mistura. Não é a soma do preto com o branco: é outra coisa. Cinza, outra cor.
Dias cinzentos podem ser alegres, assim como dias ensolarados podem ser tristonhos. O cinza-triste está em quem vê.
O sol brilha pra todos...?
Divagações, elucubrações, pensamentos soltos, tentando se encadear... Desisto.
O que eu queria dizer vai ficar engasgado mesmo! Resta-me a resignação e o sono. Sonharei sonhos cinzas. Em paz.
“por mais que eu tente são só palavras/ por mais que eu me mate são só palavras” ♫ – Mariana Aydar (Palavras não falam).
Estou com mania de pintar as unhas de rosa-choque.
***
Não sei se rosa-choque se escreve assim, por causa do acordo ortográfico.
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No dia do solteiro não se ganha presente…
***
Estudar Psicologia Organizacional não estava mais nos meus planos…
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Tem um curso (grátis) sobre Filosofia de Deleuze na UNIRIO. Eu vou!
***
Não gosto de atum, mas é o que tem no almoço hoje. Macarronese de atum. Vou encarar.
***
É mais difícil estudar em dias de sol…
***
Faltam 28 dias pro concurso.
***
O café queimou minha língua.
***
A última frase não tem a menor importância.